A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) estima queda de 2,8% no Produto Interno Bruto (PIB) da construção, neste ano, considerando-se a previsão de retração de 4,41% da economia brasileira. A entidade projeta crescimento de 4% para o PIB da construção, em 2021, levando-se em conta expansão de 3,5% da economia.
Se o PIB setorial crescer como a CBIC espera, atingirá a maior alta registrada desde 2013, quando houve incremento de 4,5%.
Em levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com apoio da CBIC, empresários da construção disseram esperar, para os próximos seis meses, incremento do nível de atividade do setor, crescimento dos lançamentos de projetos imobiliários, aumento na compra de insumos e geração de vagas de emprego.
No terceiro trimestre, a falta de matérias-primas ou o custo elevado de insumos foi o principal problema enfrentado por empresários do setor de construção civil, de acordo com a sondagem. Dos entrevistados, 39,2% informaram considerar essa a questão mais complicada no período. Na avaliação da CBIC, o aumento dos preços de materiais de construção “pode ter contribuído para reduzir o ritmo de atividades do setor, pois gerou instabilidade e incerteza perante os contratos”.
Para 28,2% dos que responderam à sondagem, o maior problema do trimestre foi a carga tributária. Em terceiro lugar, foi citada demanda interna insuficiente, com fatia de 26,4%, item que tinha sido apontado como a questão mais grave no segundo trimestre. A pesquisa apontou que, no quarto trimestre, a continuidade do aumento dos custos é o maior desafio citado pelos empresários.
Fonte: Valor Econômico - Empresas, por Chiara Quintão - De São Paulo, 18/12/2020

