A EZTec avalia desenvolver projetos comerciais de padrão A, na cidade de São Paulo, para lançar em 2016 e entregar em 2018. "Entendemos que não existe oferta de qualidade de prédios comerciais de médio-alto padrão", diz o diretor financeiro e de relações com investidores da incorporadora, Emilio Fugazza. O foco será incorporar esses prédios para venda no atacado e não no varejo, ou seja, comercializar cada empreendimento inteiro para o mesmo comprador.

Em 2014, a EZTec não fez nenhum lançamento de projeto comercial e não há previsão desse tipo de produto para 2015.

Ontem, a EZTec entregou para a São Carlos Empreendimentos e Participações a torre A do EZTowers, empreendimento comercial de padrão triple A, desenvolvido na zona Sul da cidade de São Paulo. Conforme o acordo da venda da torre A, a São Carlos vai assumir a dívida do financiamento desse prédio e também da Torre B. De acordo com Fugazza, a expectativa é que o repasse do financiamento ocorra em janeiro ou fevereiro e que, com isso, a EZTec volte a ter caixa líquido no primeiro trimestre de 2015.

A torre B deve ficar pronta em seis meses, segundo o diretor de relações com investidores. A EZTec pretende vender a torre B locada. "Poderemos alugar a torre B apenas quando 80% da torre A estiver locada ou após 12 meses de entrega", conta Fugazza.

Segundo o executivo, 2015 será um ano "muito forte em geração de caixa" para a companhia. "É um desafio natural nos prepararmos para a utilização desse caixa", diz Fugazza. As possibilidades de destinação dos recursos são crescimento orgânico, investimentos em projetos comerciais e distribuição de dividendos.

A EZTec lançou R$ 1,08 bilhão, neste ano, Valor Geral de Vendas (VGV) 44% menor do que o R$ 1,92 bilhão lançado em 2013. Até setembro, os lançamentos somavam R$ 898,8 milhões. A companhia não irá apresentar novos projetos ao mercado até o fim do mês.

Segundo o diretor de relações com investidores, a sinalização é que as vendas do quarto trimestre ficarão em patamar próximo ao do terceiro trimestre.

Do banco de terrenos registrado no fim de setembro, cujo VGV potencial era de R$ 5,4 bilhões, projetos correspondentes a R$ 4,6 bilhões estão em aprovação. "Temos capacidade para dobrar lançamentos em 2015, mas enquanto não conseguirmos ter visibilidade no plano econômico, não será possível fazer um planejamento estratégico", diz Fugazza. Segundo ele, a decisão em relação a lançamentos será tomada produto a produto.

Incluindo as aquisições de áreas feitas no quarto trimestre, o banco de terrenos da EZTec corresponde a VGV potencial superior a R$ 6 bilhões.

As margens da EZTec em 2015 tendem a ser semelhantes às de 2014, conforme o diretor de relações com investidores.


Fonte: Valor, por Chiara Quintao, 17/12/2014