Em vigor há um mês, a reforma trabalhista é fonte de preocupação para a maioria das pessoas com emprego formal. Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 87% dos entrevistados que tinham algum conhecimento da reforma e estavam empregados com carteira assinada no setor privado temem os efeitos das mudanças no marco legal do trabalho: 42% estão "muito preocupados" e 45%, um pouco.
O levantamento também traz à tona o alto grau de insatisfação dos brasileiros com seus empregos: 56% dos entrevistados almejam transferir-se para outra empresa. É como se 18,7 milhões de pessoas quisessem trocar de posto, afirma Renato Meirelles, presidente do Locomotiva.
A pesquisa mostra também que 81% dos entrevistados têm algum conhecimento sobre a reforma, mas apenas 17% se consideram realmente bem informados sobre o tema. A maior parte, 44%, diz saber algo a respeito; 22% admitem saber muito pouco; 15% já ouviram falar dele e 2% ignoram o assunto completamente. O temor sobre seus efeitos está intimamente ligado à crise e ao grau de insatisfação com as condições de trabalho, pondera Meirelles.
Feita por encomenda da LTM, empresa de gestão de programas de fidelidade e benefícios para o mercado corporativo, a pesquisa indica que boa parte da insatisfação do trabalhador está no que ele considera falta de reconhecimento por parte do empregador.
O Locomotiva ouviu 1.019 trabalhadores do setor privado com registro formal e com mais de 18 anos em todo o país entre 31 de outubro e 7 de novembro. A margem de erro da pesquisa é de 3,13 pontos percentuais. Dentre os entrevistados, 32% estão muito insatisfeitos e 13% razoavelmente insatisfeitos com as comissões de vendas; 25% muito insatisfeitos com as bonificações em dinheiro, 24% com as bonificações em prêmios, 22% com o reconhecimento material e 22% 17% com os benefícios além do salário.
O grau de insatisfação elevada com a remuneração se restringe a 8% dos pesquisados e mostra que o brasileiro está menos descontente com o salário do que com o tratamento que recebe. A maioria considera a premiação por desempenho como item importante para motivação e engajamento no trabalho. Isso é verdade para 87% dos entrevistados (52% concordam totalmente e 35%, parcialmente).
Para Emerson Moreira, CEO da LTM, o novo cenário nas relações de trabalho cria mercado de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões por ano no país, num cálculo conservador. Esse seria o potencial que as empresas poderiam investir em premiações não financeiras, diz. Apenas 11% dos trabalhadores formais entrevistados afirmaram receber prêmios por desempenho em produtos ou serviços - viagens, cursos, programas culturais.
Em vigor há um mês, a reforma trabalhista é fonte de preocupação para a maioria das pessoas com emprego formal. Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que 87% dos entrevistados que tinham algum conhecimento da reforma e estavam empregados com carteira assinada no setor privado temem os efeitos das mudanças no marco legal do trabalho: 42% estão "muito preocupados" e 45%, um pouco.
O levantamento também traz à tona o alto grau de insatisfação dos brasileiros com seus empregos: 56% dos entrevistados almejam transferir-se para outra empresa. É como se 18,7 milhões de pessoas quisessem trocar de posto, afirma Renato Meirelles, presidente do Locomotiva.
A pesquisa mostra também que 81% dos entrevistados têm algum conhecimento sobre a reforma, mas apenas 17% se consideram realmente bem informados sobre o tema. A maior parte, 44%, diz saber algo a respeito; 22% admitem saber muito pouco; 15% já ouviram falar dele e 2% ignoram o assunto completamente. O temor sobre seus efeitos está intimamente ligado à crise e ao grau de insatisfação com as condições de trabalho, pondera Meirelles.
Feita por encomenda da LTM, empresa de gestão de programas de fidelidade e benefícios para o mercado corporativo, a pesquisa indica que boa parte da insatisfação do trabalhador está no que ele considera falta de reconhecimento por parte do empregador.
O Locomotiva ouviu 1.019 trabalhadores do setor privado com registro formal e com mais de 18 anos em todo o país entre 31 de outubro e 7 de novembro. A margem de erro da pesquisa é de 3,13 pontos percentuais. Dentre os entrevistados, 32% estão muito insatisfeitos e 13% razoavelmente insatisfeitos com as comissões de vendas; 25% muito insatisfeitos com as bonificações em dinheiro, 24% com as bonificações em prêmios, 22% com o reconhecimento material e 22% 17% com os benefícios além do salário.
O grau de insatisfação elevada com a remuneração se restringe a 8% dos pesquisados e mostra que o brasileiro está menos descontente com o salário do que com o tratamento que recebe. A maioria considera a premiação por desempenho como item importante para motivação e engajamento no trabalho. Isso é verdade para 87% dos entrevistados (52% concordam totalmente e 35%, parcialmente).
Para Emerson Moreira, CEO da LTM, o novo cenário nas relações de trabalho cria mercado de R$ 4 bilhões a R$ 5 bilhões por ano no país, num cálculo conservador. Esse seria o potencial que as empresas poderiam investir em premiações não financeiras, diz. Apenas 11% dos trabalhadores formais entrevistados afirmaram receber prêmios por desempenho em produtos ou serviços - viagens, cursos, programas culturais.
Fonte: Valor - Macroeconomia, por Eduardo Belo, 11/12/2017

