A Sondagem da Construção de novembro, que o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) publica às 8h, é o principal destaque da agenda desta sexta-feira. No âmbito internacional, o destaque é o discurso do vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos. O pregão tende a ter liquidez reduzida, no entanto, por causa do feriado de Dia de Ação de Graças, que foi ontem nos Estados Unidos - hoje, os mercados no país trabalham em horário reduzido.
Confira abaixo outros destaques desta sexta-feira:
FGV divulga INCC-M de novembro – O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) divulga, às 8h, o Índice Nacional de Custos da Construção do Mercado (INCC-M) de novembro. O índice variou 0,04% em outubro, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando o índice registrou taxa de 0,10%. Com este resultado, o índice acumula alta de 8,96% no ano e 10,06% em 12 meses. Em outubro de 2021, o índice subira 0,80% no mês e acumulava alta de 15,35% em 12 meses. A taxa do índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços passou de -0,06% em setembro para -0,21% em outubro. O índice referente à Mão de Obra variou 0,31% em outubro, ante 0,26% em setembro.
FGV comunica Sondagem da Construção de novembro – O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV) comunica, às 8h, a Sondagem Conjuntural do Setor da Construção de novembro. O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 0,8 ponto em outubro, para 100,9 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou pelo terceiro mês seguido, desta vez, a alta foi de 1,4 ponto. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) avançou 0,9 ponto, para 98,6 pontos. O Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 2,5 pontos, para 103,2 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade (Nuci) da Construção caiu 0,9 ponto percentual (p.p), para 77,1%. Os Nucis de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos caíram 0,7 e 1,3 p.p, para 78,2% e 71,9%, respectivamente.
BC apresenta Nota do Setor Externo de outubro – O Banco Central divulga, às 9h30, a Nota à Imprensa do Setor Externo de outubro. Em setembro, o Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 5,678 bilhões. No mesmo mês de 2021, o saldo da conta corrente foi negativo em US$ 1,921 bilhão. No acumulado de 12 meses, a diferença entre o que o país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, rendas e transferências unilaterais representou saldo negativo de US$ 46,153 bilhões, o equivalente a 2,56% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária. Em agosto, o déficit correspondeu a 2,38% do PIB. O BC mostrou ainda que o ingresso líquido do Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 9,185 bilhões em setembro, maior ingresso no mês desde 2017, depois de totalizar US$ 4,6 bilhões em agosto. Nos 12 meses até setembro, o IDP somou US$ 73,811 bilhões, ou 4,1% do PIB, contra 3,88% do PIB vistos até agosto. O montante é mais do que suficiente para cobrir o déficit em conta corrente de 2,56% do PIB nos 12 meses.
IBGE publica Tábua Completa de Mortalidade 2021 - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publica, às 10h, a Tábua de Mortalidade 2021, com as expectativas de vida às idades exatas até os 80 anos. Suas informações têm sido utilizadas como um dos parâmetros para o cálculo do fator previdenciário com vistas às aposentadorias dos trabalhadores que estão sob o Regime Geral de Previdência Social. Se o Brasil não tivesse vivenciado uma crise de mortalidade em 2020, a expectativa de vida ao nascer seria de 76,8 anos para o total da população, com um acréscimo de 2 meses e 26 dias em relação ao valor estimado para o ano de 2019 (76,6 anos). Para a população masculina, a esperança de vida ao nascer seria de 73,3 anos, e, para as mulheres, de 80,3 anos, em 2020.
CNC comunica confiança do empresário do comércio de novembro – A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) comunica, às 10h, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) de novembro. O Icec atingiu 129,7 pontos, o que representa um avanço de 0,7%, em outubro, com ajuste sazonal. Em relação a outubro de 2021, a confiança aumentou 8,8%, com destaque para a avaliação do desempenho atual da economia, que teve crescimento de 18,4%. A percepção dos comerciantes sobre o desempenho da atividade econômica atingiu 104,5 pontos.
Tesouro comunica Relatório da Dívida Pública de outubro – A Secretaria do Tesouro Nacional comunica, às 14h30, o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (DPF) de outubro. A Dívida Pública Federal (DPF) alcançou R$ 5,751 trilhões em setembro. O número representa queda de 0,51% em relação a agosto. Considerando os números do Plano Anual de Financiamento (PAF), em setembro, a DPF ficou fora dos limites, que variam entre R$ 6 trilhões e R$ 6,4 trilhões no ano. Já a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) alcançou R$ 5,495 trilhões em setembro, queda de 0,72% em relação a agosto. Por sua vez, a Dívida Federal Externa somou R$ 256,47 bilhões (US$ 47,44 bilhões) no mês passado, alta de 4,32% em relação a agosto.
Mercados dos EUA operam em horário reduzido - Os mercados dos EUA fecham às 15h (de Brasília) em razão do feriado de Ação de Graças.
Vice-presidente do BCE profere discurso - O vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos, profere discurso às 14h (de Brasília).
Bolsonaro não tem compromissos oficiais – O presidente Jair Bolsonaro não tem compromissos oficiais em sua agenda.
Agenda de Guedes não divulgada – A agenda do ministro da Economia, Paulo Guedes, não foi divulgada.
Campos e diretores participam de almoço promovido pela Febraban - O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, faz palestra, nesta sexta-feira, às 12h, no "Almoço Anual dos Dirigentes de Bancos 2022", promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo. Os diretores do BC Carolina Barros (Administração), Paulo Souza (Fiscalização), Diogo Guillen (Política Econômica), Bruno Serra (Política Monetária) e Mauricio Moura (Relacionamento) também participam do almoço.
Diretor do BC tem reunião com dirigente da Caixa – O diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Souza, tem reunião com Danielle Santos de Souza Calazans, VP de Gestão Corporativa, e Paulo Henrique Ângelo de Souza, diretor-presidente da Caixa Cartões, da Caixa Econômica, no BC em São Paulo, para tratar de assuntos de supervisão. Às 10h, ele tem reunião com André Jaferrian Neto, vice-presidente do Conselho de Administração, e Ricardo Simone Pereira, diretor geral e CEO, da Central Registro de Títulos e Ativos S.A., no BC em São Paulo, para tratar de assuntos de supervisão. Diogo Guillen (Política Econômica) tem videoconferência às 9h com Claudio Ferraz, economista-chefe; Mansueto Almeida, economista-chefe; Paulo Rogério Cardoso, Paulo Solano e André Batista, diretores, da Corretora BTG Pactual, para tratar de conjuntura econômica. Às 10h, o diretor tem videoconferência com Daniel Weeks, economista-chefe; Daniel Sinigaglia, economista; Christian Spanger, gestor de RF; Carlos Calabresi, CIO, e Eduardo Magozo, gestor de RF, da Garde Asset Management, para tratar de conjuntura econômica. Bruno Serra (Política Monetária) tem videoconferência às 15h com representantes da Kapitalo Investimentos, para apresentação de cenário macroeconômico. Os demais diretores têm despachos internos.
Agenda de Montezano não divulgada – A agenda do presidente do BNDES, Gustavo Montezano, não foi divulgada.
Fonte: Valor Econômico - Finanças, por Arthur Cagliari e Carlos Mercuri, Valor — São Paulo, 25/11/2022

