Procurando se adequar a novos padrões de governança, após ser alvo de processos de cartelização por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a indústria de cimento está reestruturando sua representação por meio da sua entidade, o Sindicato Nacional da Indústria de
Cimento) SNIC. Nesse processo, foi realizada uma ampla reorganização estatutária.
As mudanças estão alinhadas à orientação do direito da concorrência, ajustadas em grande parte no mercado de cimento em decorrência das ações do Cade, que atingiu várias empresas e o SNIC.
A partir de agora, as cimenteiras apenas terão representantes em um conselho diretor, o qual veio substituir o que era denominado como conselho consultivo. O papel do conselho diretor será o de discutir temas do setor e traçar estratégias, com eleição de executivos para os cargos de presidente,
vicepresidente e diretoria.
Com as mudanças, em outubro já foi eleito um novo conselho diretor, tendo sido escolhido presidente Walter Dissinger, que preside a Votorantim Cimentos, maior companhia de cimento do país. Roberto Castelani, presidente da Cimento Ciplan foi eleito vicepresidente do conselho.
Todo o dia a dia da entidade passa a ser conduzido por profissionais contratados no mercado. Esse novo formato passa a valer a partir de janeiro, quando será nomeado um presidenteexecutivo recrutado no mercado.
Esse profissional coordenará uma equipe técnica e caberá a ele a representatividade do SNIC no mercado e instância públicas e de governo. A diretoria executiva será totalmente desvinculada das empresas. Atualmente, a indústria cimenteira no país conta com 23 fabricantes do produto e mais de dez grupos associados ao SNIC.
Fonte: Valor - Empresas, por Ivo Ribeiro, 18/11/2016

