A inflação medida pelo Índice Geral de Preços Disponibilidade Interna (IGP-DI) ficou em 1,79% em setembro, percentual superior ao apurado no mês anterior, quando havia sido de 0,68%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira.
Com esse resultado, o índice acumula alta de 8,54% no ano e de 10,33% em 12 meses. Em setembro de 2017, o índice havia subido 0,62% e acumulava queda de 1,04% em 12 meses.
O número ficou acima da média das expectativas de 19 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, que esperavam uma inflação de 1,60% no mês e de 10,1% em 12 meses pelo indicador.
Com peso de 60%, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou de 0,99% em agosto para 2,54% em setembro. Na análise por estágios de processamento, Bens Finais subiram 1,55% em setembro após registrar queda de 0,30% em agosto. O principal responsável por essa alta foi o subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de queda de 0,42% para alta de 9,46%. Bens Intermediários avançaram de 0,80% em agosto para 2,92% em setembro. O principal responsável por esta aceleração foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,19% para 9,71%.
As Matérias-Primas Brutas tiveram elevação de 3,25% em setembro. Em agosto, a taxa havia sido de 2,80%. Contribuíram para o avanço soja (em grão) (2,72% para 5,43%), minério de ferro (6,30% para 8,42%) e aves (-0,60% para 3,63%). Em sentido oposto, a FGV destaca leite in natura (6,41% para -1,32%), milho (em grão) (7,82% para 1,74%) e mandioca (aipim) (3,56% para 0,46%).
Por origem, os produtos agropecuários tiveram aumento de 2,11% em setembro, contra 1,90% em agosto, e os bens industriais subiram 2,69% contra 0,69% um mês antes.
Com peso de 30% no IGP-DI, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) aumentou 0,45% em setembro, ante 0,07% no mês anterior. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para o avanço da taxa do IPC partiu do grupo Transportes (-0,35% para 1,09%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de queda de 1,31% para alta de 4,08%.
Com os 10% restantes, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,23% em setembro, contra 0,15% no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços ficou em 0,44%. No mês anterior, a taxa havia subido 0,33%. O índice que representa o custo da Mão de Obra variou 0,06% em setembro. No mês anterior, este índice não registrou variação.
Para o cálculo do IGP-DI, foram comparados os preços coletados no período de 1º a 30 de setembro com de 1º a 31 de agosto.
Fonte: Valor - Macroeconomia , 08/10/2018

