O ICST (Índice de Confiança da Construção) recuou para 121,5 pontos em setembro na relação com agosto (122), e ainda se situa em patamar inferior a setembro de 2011 (131,7 pontos).
A variação da média trimestral do indicador em relação ao mesmo período do ano anterior recuou -7,8%, uma melhora em relação à média verificada em agosto (-9,8%).
Nesta base de comparação, o índice apresenta a segunda melhora consecutiva após quatro meses em queda, resultado que pode sinalizar o início de um movimento de aceleração do setor.
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (3) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
O Índice de Confiança da Construção é um indicador mensal, elaborado pela FGV, que mede trimestralmente a confiança do empresário do setor da construção. Para o levantamento, a FGV leva em consideração a média do índice de confiança no trimestre terminado no mês de referência, assim como o índice de confiança na situação atual e o índice de expectativa para os próximos seis meses.
O índice varia de zero a 200 pontos, acima de 100 indica otimismo, abaixo, pessimismo.
A variação trimestral do ISA (índice da situação atual) passou de -11,8%, em agosto, para -9,4%, em setembro. No mesmo período e base de comparação, o índice de expectativas passou de -8,1%, em agosto, para -6,4%, em setembro.
Do total de empresas consultadas (702 em setembro), 27,2% avaliaram a situação atual como boa no trimestre, ante 37,6% no mesmo período de 2011, ao passo em que 10,1% a consideraram ruim (contra 9,0% há um ano).
Segundo análise da FGV, o quesito que mede o grau de otimismo com a tendência dos negócios no horizonte de seis meses foi o que exerceu maior influência na melhora na expectativa do setor. A variação interanual trimestral do item passou de -8,8%, em agosto, para -5,6%, em setembro.
A proporção de empresas prevendo aumento na demanda foi de 40,9%, ante 48,7%, em setembro de 2011, enquanto a parcela das que esperam diminuição passou de 3,8% para 4,2% do total.
SEGMENTOS
Os segmentos que registraram melhora relativa mais acentuada na comparação foram: aluguel de equipamentos (cuja variação foi de -7,3%, em setembro, ante -11%, em agosto) e construção de edifícios e obras de engenharia civil (-7,4%, ante -9,9%).
Em contrapartida, apresentaram piora a preparação de terreno (variação de -6,5% em setembro, ante -5,8%, em agosto) e obras de infraestrutura para engenharia elétrica e para telecomunicações (com -16,2%, contra -15,8%, em agosto).
Segundo análise da FGV, a melhora relativa do índice decorreu, na percepção das empresas, tanto em relação ao momento presente quanto nas expectativas para os meses seguintes.
Fonte: Folha de São Paulo, 03/10/2012

