O custo decorrente do licenciamento ambiental representa cerca de 20% da construção de hidrelétricas, aponta o Instituto Acende Brasil.
A taxa cresceu nos últimos anos: entre 1990 e 1999 era de 5,4%; na década seguinte passou a 11,2% e, entre 2010 e 2014, chegou a 19,9%. A entidade analisou 56 obras de empreendimentos do setor.
Entre os motivos apontados estão os maiores gastos com desapropriações e reassentamento de população.
Os custos, porém, podem ser mais elevados, já que o cálculo não computa aqueles decorrentes de atrasos, afirma o presidente do instituto, Claudio Sales. "A imprevisibilidade é um dos fatores que mais oneram."
A alta acompanha a multiplicação de leis ambientais nos âmbitos federal, estadual e municipal, diz o sócio da PwC, Carlos Rossin.
Como os empreendimentos de grande porte atravessam Estados, a falta de diálogo entre os órgãos ambientais também contribui para despesas inesperadas e demora na entrega das obras.
"É muito comum surgirem novas condicionantes ao longo do processo, o que prejudica o planejamento dos custos", avalia o diretor da KPMG, André Donha.
Fonte: Folha de São Paulo - Mercado aberto, por Maria Cristina Frias, 21/09/2016

