A cidade de São Paulo deveria construir mais parques lineares, já que a capital tem 200 km de cursos de água que poderiam ter as margens arborizadas. A opinião é de especialistas ouvidos pelo Verdejando, desta quarta-feira (18). Além do espaço de lazer para a população, os parques cumprem uma função ambiental colaborando, por exemplo, com a diminuição do problema das enchentes.

Atualmente, São Paulo tem 16 parques lineares e outros cinco em obras. O parque do Ribeirão do Oratório, no Parque São Lucas, na Zona Leste, está sendo implantado em duas fases. Como em outros casos, é preciso lidar com a ocupação das margens.

O Parque Tiquatira, também na Zona Leste, foi o primeiro e é o maior da cidade, com mais de 3 km. Fica cheio nos fins de semana e é bem aproveitado também nos dias úteis.

Segundo especialistas, não basta plantar árvores. O parque precisa atender as expectativas da população, realocar quem tiver que ser realocado, fazer infraestrutura de água e esgoto e o paisagismo.

“Parque é um uso urbano muito adequado para as margens de um rio, que convive muito bem com o regime das águas, com as inundações”, explica a arquiteta e urbanista Luciana Travassos.

A arquiteta afirma que São Paulo possui regiões que poderiam se tornar parques lineares, como o Vale do Anhangabaú, no Centro. O rio que passava na região foi enterrado há mais de um século, dando lugar às avenidas. “Podemos dizer que é um parque linear, mas sem nenhuma função ambiental”.


Fonte: Do G1 , 18/09/2013