A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial em 2018 subiu de 4,05% para 4,09%, segundo a pesquisa semanal Focus, do Banco Central (BC), divulgada nesta segunda-feira. Para 2019, a expectativa para o aumento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) seguiu em 4,11%. Para os próximos 12 meses, a estimativa registrou leve alta, de 3,89% para 3,90%.

Entre os economistas que mais acertam as previsões, os chamados Top 5, de médio prazo, a mediana para a inflação de 2018 passou de 4,06% para 4,17% e ficou em 4,10% para 2019.

Pelo indicador em 12 meses, o avanço do IPCA abrandou para 4,19% em agosto, abaixo dos 4,48% acumulados do mês anterior. Foi a primeira desaceleração para esse indicador em quatro meses, período marcado pela greve dos caminhoneiros e alta da conta de luz.

Na próxima sexta-feira, 21, o IBGE divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de setembro, que funciona como prévia do indicador "cheio" do mês.

No fim de agosto, os ministérios da Fazenda e do Planejamento publicaram o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) do governo federal para 2019 mantendo como premissa um avanço de 4,25% para o IPCA. 

O Boletim Focus trouxe também que a mediana das projeções do mercado para o crescimento da economia em 2018 voltou a mostrar recuo, o quarto consecutivo, agora de 1,40% para 1,36%.

A projeção atual do governo federal para a economia brasileira em 2018 é de um crescimento de 1,6%, após o corte publicado no relatório de receitas e despesas referente ao terceiro bimestre, divulgado em 20 de julho. Antes disso, a previsão era de uma expansão de 2,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste calendário.

Para 2019, a projeção se manteve em 2,50% de crescimento, percentual em que está há 12 pesquisas agora. No fim de agosto, o Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) do governo federal para 2019 trouxe a manutenção da premissa de avanço de 2,50%.

Selic

As medianas das estimativas para a taxa básica de juros não sofreram alterações: ficaram em 6,50% no fim deste calendário tanto entre os economistas em geral (pela 17ª semana consecutiva) quanto entre os Top 5 de médio prazo (pela 18ª semana seguida).

Para o encerramento de 2019, o mercado segue apontando para uma Selic a 8% pela 36ª semana seguida, enquanto para os campeões de acertos se manteve nos mesmos 7,63% apontados no relatório anterior.


Fonte: Valor - Macroeconomia, por Felipe Frisch, 17/09/2018