Os investimentos do estado de São Paulo caíram como um todo, mas a fatia que vai para construção diminuiu ainda mais, aponta a Fiesp (federação das indústrias do estado).
Infraestrutura urbana e social deverá receber cerca de 47% de todos os aportes até o fim de 2018, segundo a entidade, que fez uma projeção das contas deste ano.
Essa rubrica costuma ficar com cerca de 60% do total de investimentos.
?Esses são investimentos importantes para a cadeia da construção inteira, pois são obras que geralmente implicam em outros projetos, inclusive privados?, afirma Andrea Bandeira consultora da Fiesp responsável pelo estudo.
Pela contabilidade de administração pública, reformas em estruturas existentes também são consideradas investimentos, e não apenas infraestrutura nova.
Nos últimos anos, as construções passaram a representar uma fatia menor dentro do total, e aumentou a importância relativa da manutenção.
É natural que isso aconteça no cenário de crise fiscal, segundo José Martins, presidente da Cbic (câmara da indústria da Construção).
Com restrição orçamentária, os gestores públicos não conseguem iniciar novos investimentos em infraestrutura, mas não há como deixar de fazer reparos.
?Em outros estados, as obras novas foram a zero, assim como em alguns órgãos do governo federal ?cito o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transpores?, acrescenta o executivo.
Fonte: Folha de São Paulo - Mercado Aberto, por Maria Cristina Frias, 27/08/2018

