O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou a Medida Provisória que amplia o prazo de financiamento do programa habitacional Casa Verde e Amarela para 35 anos. A sanção da MP, sem vetos, foi convertida na Lei 14.438/22 e publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (25).

Em julho, o Senado aprovou a MP 1107/22 que elevou o prazo em cinco anos – antes, o limite era de 30 anos. A medida também autorizou que os depósitos do FGTS possam ser utilizados como garantia nas prestações do financiamento imobiliário.

Caixa avalia que, com mais prazo para pagamento, vai atrair mais interessados no financiamento da casa própria. Presidente da instituição financeira, Daniella Marques tem afirmado que quer manter o foco na habitação, área na qual o banco tem market share de 66,2%. Somente no programa Casa Verde e Amarela, 99,9% dos financiamentos são da Caixa.

Na última semana, o banco informou que bateu recorde na contratação habitacional e financiou R$ 16,3 bilhões em julho, superando o recorde de R$ 15,6 bilhões em maio deste ano. De acordo com a Caixa, o valor também superou o mês de julho de 2021 em 38,78%.

A lei sancionada também altera a data de recolhimento do FGTS, passando do dia 7 para 20 de cada mês. "A alteração da data de recolhimento do FGTS unifica as obrigações do empregador quanto ao recolhimento do FGTS e da contribuição previdenciária para a mesma data, simplificando a gestão. Desse modo, reduz o custo de conformidade das empresas incidentes sobre a folha de pagamento", avaliou a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em nota.

O texto, agora sancionado, também criou o SIM Digital, nova linha de microcrédito digital para pessoas físicas e microempreendedores individuais (MEIs). A medida aumentou o valor dos empréstimos no âmbito do programa, que podem ser de R$ 1,5 mil a pessoas físicas e R$ 4,5 mil para quem é MEI. Mulheres terão preferência.

 

Fonte: Valor Econômico - Finanças, por Guilherme Pimenta, Valor — Brasília, 25/08/2022