Os grupos de habitação e transportes responderam, sozinhos, por 83% da alta do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial de inflação do governo, em julho. O impacto conjunto dos dois grupos foi de 0,80 ponto percentual da taxa de 0,96% do IPCA geral em julho, o maior resultado para o mês desde 2002 (1,19%), segundo os dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O grupo habitação teve alta de 3,10% em julho e respondeu por metade da variação de 0,96% (0,48 ponto percentual), em função da energia elétrica, que subiu 7,88% e foi o maior impacto individual no índice (0,35 ponto percentual). A bandeira tarifária vermelha patamar 2 vigorou nos meses de junho e julho. A partir de 1º de julho, no entanto, houve reajuste de 52% no valor adicional dessa bandeira tarifária, que passou a cobrar R$ 9,492 a cada 100 kWh consumidos.
Já o grupo dos transportes teve variação de 1,52% (impacto de 0,32 ponto percentual), puxado pela alta de passagens aéreas, de 35,22%, depois de deflação de 5,57% em junho. Entre os transportes públicos (4,52%), destacam-se, ainda, as altas do transporte por aplicativo (9,31%) e do ônibus urbano.
“Habitação e transportes foram os principais responsáveis pela alta do IPCA em julho”, diz o analista da pesquisa, André Filipe Guedes Almeida.
Fonte: Valor Econômico - Brasil, por Lucianne Carneiro, Valor — Rio, 10/08/2021

