O volume de vendas no varejo restrito  que exclui veículos e materiais de construção  caiu 0,3% em junho, ante maio, feitos os ajustes sazonais, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho foi pior que a média das estimativas de 24 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data, de aumento de 0,1% ante maio. O intervalo das estimativas era bem amplo, no entanto: ia de -0,8% a +2%, com metade delas no campo negativo e as demais entre estabilidade e alta.

A queda nas vendas ocorre após o recuo de 1,2% do setor em maio, ante abril, resultado revisado de um recuo de 0,6%. Com isso, a greve dos caminhoneiros pode ter tido um impacto maior no varejo do que o esperado anteriormente.

De acordo com a PMC, as vendas do varejo restrito aumentaram 1,5% na comparação com junho do ano passado. O setor acumula alta de 2,9% no primeiro semestre e de 3,6% em 12 meses.

O varejo teve um desempenho pior que a indústria, que depois de cair 11% em maio por causa da paralisação dos caminhoneiros, subiu 13,1% em junho, superando por 0,7% o nível visto em abril, segundo dados do IBGE divulgados na semana passada.

O varejo restrito e o ampliado não voltaram ao nível de abril. De acordo com o IBGE, o varejo restrito ficou em junho 1,5% abaixo do nível registrado em abril. E o ampliado registrou patamar 2,4% inferior ao alcançado no quarto mês do ano.

Nesta sexta-feira, o IBGE também informou a receita nominal do varejo restrito, que subiu 0,6% ante maio, feito o ajuste sazonal, e cresceu 5,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado.


Fonte: Valor - Macroeconomia, por Ana Conceição, 10/08/2018