Reformasautoconstrução residencial e comercial e continuidade das obras imobiliárias seguem demandando volumes elevados de cimento, mas o crescimento das vendas desacelerou, em julho, diante de base de comparação mais elevada desde meados do ano passado.

Dados divulgados nesta segunda-feira (9) pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic) apontam que o crescimento das vendas ficou próximo da estabilidade, com leve alta de 0,2%, no sétimo mês do ano, para 5,9 milhões de toneladas, após seis meses seguidos de alta mais expressiva.

Acumulado no ano

No acumulado de janeiro a julho, a comercialização de cimento aumentou 13,4%, para 37,5 milhões de toneladas, em relação ao mesmo período de 2020, uma diminuição de 2,4 pontos percentuais no ritmo de crescimento.

As vendas por dia útil tiveram expansão de 2,1%, em julho, para 240,8 mil toneladas, na comparação anual, e de 1,1% em relação a junho.

O volume vendido chega a 64,741 milhões de toneladas nos 12 meses encerrados em julho, com expansão de 14% ante a média móvel anterior.

inflação de custos de produção de cimento é a maior preocupação do setor, segundo informou, em nota, o presidente do Snic, Paulo Camillo Penna. O coque acumula alta superior a 60%, neste ano, depois de subir 125% em 2020. Outros insumos cujos aumentos preocupam o Snic são energia elétrica, frete, sacaria, gesso e refratários.

“Mesmo com o bom desempenho de vendas, os reajustes de insumos comprometem a sustentabilidade financeira do setor de cimento”, afirma Penna, na nota divulgada à imprensa.


Fonte: Valor Econômico - Empresas, por Chiara Quintão - São Paulo, 09/08/2021