O banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, afirmou nesta quinta-feira que apoia a ideia de tributar dividendos e desonerar as companhias. Ao falar da reforma tributária em evento da TAG Investimentos, o banqueiro afirmou que a proposta começou mal, e que poderia ser desastrosa, mas com as mudanças já feitas, caminha para "algo mais razoável".
"Ao contrário da maioria, eu gosto da ideia de tributar dividendos e desonerar companhias, desde que a matemática esteja correta", afirmou, em sua apresentação. A primeira versão, que colocava uma tributação de 20% nos dividendos era “péssima” e o último parecer apresentado, na visão do executivo está "muito razoável".
Para Esteves, a Câmara dos Deputados está liderando as reformas no Brasil, com votações majoritárias. E essa agenda pode, inclusive, ajudar o presidente Jair Bolsonaro em uma eventual reeleição. "Espero que quem cria confusão pare de criar confusão. O presidente tem uma agenda boa na frente dele", afirmou.
Questões como levantar suspeitas sobre a confiabilidade da urna eletrônica são desnecessárias, segundo Esteves. Bolsonaro, lembrou, chegou ao cargo em eleições realizadas nesses equipamentos, que são eficientes e eficazes, acrescentou.
O executivo disse que há uma falsa polarização no Brasil entre esquerda e direita. Na visão dele, a sociedade quer cada vez menos excessos. Para Esteves, a polarização deve se fechar no centro, e o candidato que trouxer tranquilidade para a classe média e o empresariado sairá vitorioso. "Independentemente de ser esquerda, direita ou centro, o candidato que conseguir capturar esse sentimento vai ganhar a eleição".
Ele avalia que o Congresso atualmente tem uma composição mais voltada para a centro-direita, “um bom espelho”, na visão dele.
Fonte: Valor Econômico - Finanças, por Juliana Schincariol, Valor — Rio, 05/08/2021

