O governo não deve contar com uma aprovação rápida do projeto que reduz a desoneração da folha de pagamento das empresas.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB­AL), até poderá fazer o contraponto desejado pelo Executivo às ações do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), mas esse papel terá um preço. Renan garantiu que se empenhará contra a aprovação da chamada "pauta­bomba" e se mostrou simpático à reforma do ICMS, mas a reoneração da folha não deve ocorrer neste ano.

Por sua vez, Cunha mostrou que ainda exerce grande influência na Câmara e costurou um acordo com governistas e oposição para excluir o PT dos principais cargos nas CPIs a serem instaladas e que podem comprometer o governo.

Quase  simultaneamente ao jantar oferecido pela presidente Dilma Rousseff aos líderes de partidos no Palácio da Alvorada, o pemedebista marcou um encontro "rival" onde a oposição discutiu também os rumos de um eventual processo de impeachment.

Mesmo que Cunha rejeite o pedido de afastamento da presidente, os deputados poderiam levar a discussão ao plenário, que decidiria o caso.


Fonte: Valor - Politica, por Ribamar Oliveira, Vandson Lima e Thiago Resende, 05/08/2015