Os repasses do BNDES à indústria de construção tiveram queda de 27% no primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2017, segundo dados da Fiesp.
Isso é reflexo da diminuição de apetite das empresas por crédito a partir do início da crise, em 2015, diz Fernando Garcia, do departamento da construção da Fiesp.
?Entre o pedido do empréstimo e a liberação, há a análise, a aprovação e a obra em si. É um intervalo grande, os tempos de execução são de no mínimo quatro anos. A queda atual reflete a diminuição de demanda do passado.?
Outras mudanças, como a introdução da TLP (taxa de longo prazo), mais próxima do mercado que a antiga TJLP (taxa de juros a longo prazo) foram menos impactantes para a redução dos repasses, segundo Garcia.
?A expectativa do setor é que as empresas voltem a construir e, quando isso acontecer, esperamos que o BNDES acompanhe o ritmo: avalie os pedidos de forma transparente, mas também ágil e rápida.?
Essa indústria deverá retomar projetos em 2020, diz ele.
Fonte: Folha de São Paulo - Mercado Aberto, por Maria Cristina Frias, 02/08/2018

