O governador Geraldo Alckmin (PSDB) rebateu, nesta quinta-feira, a crítica da presidente Dilma Rousseff de que São Paulo “é, talvez, a maior cidade do mundo com o menor sistema de transporte metroviário do mundo” e pediu dinheiro federal para as obras em andamento para aumentar a malha metroviária da capital.
Bem ao seu estilo, evitando um confronto direto, justificado com um “eu não colaboro para isso”, Alckmin deixou claro sua insatisfação com a fala da presidente durante evento, na quarta-feira, na Prefeitura, quando foi anunciado a liberação de R$ 8 bilhões para projetos do município, entre eles a construção de 99 quilômetros de corredores de ônibus e um terminal em Itaquera. Na ocasião, Dilma chegou a perguntar “como é possível uma cidade do tamanho de São Paulo sem transporte metroviário?”
“Todos os grandes Metrôs do mundo têm grande participação do governo federal e nós levamos lá (o pedido de recursos)”, disse. “O que nós encaminhamos, estamos esperando a resposta. Foram seis pleitos que totalizam R$ 10,8 bilhões”, continuou o tucano.
“Hoje, o governo federal participa com financiamento, mas não tem dinheiro a fundo perdido. Terá na Linha 18, a Linha Bronze, que vai de Tamanduateí até São Bernardo do Campo”, afirmou. Nesse trecho, a União prometeu R$ 400 milhões, mas a obra ainda não foi licitada pelo governo estadual. Há ainda R$ 2,7 bilhões de financiamentos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Caixa Econômica Federal, mas, nesse caso, são empréstimos que o estado terá de pagar posteriormente.
Sobre o tamanho da rede metroferroviária, o governador respondeu, sem se alongar, que ela é “boa”. “É grande”. E fez propaganda da sua administração. “Hoje nós somos um dos poucos metrôs do mundo, não é só do Brasil, que tem quatro obras simultâneas. São 51 novas estações e 55 quilômetros de trilhos”, afirmou.
Fonte: Diário de São Paulo, 02/08/2013

