A produção nacional de toras de pinus, madeira usada nas indústrias de construção, móveis e celulose, está estabilizada e há risco de que não atenda à demanda crescente pelo produto.
?É uma madeira de ciclo relativamente curto, pode ser cortada a partir de sete anos após o plantio. Na crise, a demanda caiu bastante e produtores pequenos abandonaram o cultivo?, diz Marcelo Schmid, da Forest2Market.
O resultado, segundo ele, é que o total de toras produzidas ficou praticamente estável em torno dos 49 milhões de metros cúbicos.
A demanda e o preço agora têm aumentado. ?Consumimos hoje cerca de 48,5 milhões de metros cúbicos ao ano?, afirma ele.
?A procura teve alta com os entraves dos EUA à importação da madeira canadense.?
?Com o preço baixo do passado, produtores não fizeram o corte de 30% da floresta aos sete anos, o que compromete o espaçamento das árvores. Teremos problemas de qualidade por isso?, diz Diogo Leuck, da Ibá (indústria da árvore).
?O Paraná, responsável por 42% da produção do país, teve queda de 5% no ano passado. A tendência é que o plantio volte crescer, mas levará tempo para vermos o efeito.?
Fonte: Folha de São Paulo - Mercado Aberto, por Maria Cristina Frias, 20/07/2018

