O Custo Unitário Básico de Construção (CUB/m² - projeto-padrão R8-N) registrou, em junho/16, alta de 0,05% em relação ao mês anterior. Foi a menor variação apresentada pelo referido indicador de custos da construção desde julho/2009, quando registrou queda de 0,25%. Em setembro/09 e novembro/11 o CUB/m² também variou 0,05%. Com exceção do material de construção, que aumentou 0,13%, todos os demais componentes do indicador ficaram iguais ao mês anterior (mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento).

Com este resultado, o custo do metro quadrado de construção em Belo Horizonte, para o projeto-padrão R8-N (residência multifamiliar, padrão normal, com garagem, pilotis, oito pavimentos-tipo e três quartos) que em maio era R$1.260,13 passou para R$1.260,82 em junho. O CUB/m² é um importante indicador de custos do setor e acompanha a evolução do preço de material de construção, mão de obra, despesa administrativa e aluguel de equipamento. É calculado e divulgado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), de acordo com a Lei 4.591/64 e com a Norma Técnica NBR 12721:2006 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Em junho, nove materiais, entre os 26 pesquisados, apresentaram aumentos em seus preços, entre os quais se destacaram: porta interna semi-oca para pintura (+4,12%), disjuntor tripolar 70 A (+3,51%), tinta látex PVA (+2,53%) e vidro liso transparente 4mm (+1,25%).

Resultado acumulado no primeiro semestre de 2016: Nos primeiros seis meses de 2016 o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) acumulou alta de 7,47%. Esse resultado refletiu aumentos nos seguintes custos: 0,64% no material de construção, 12,31% na mão de obra e 19,83% na despesa administrativa. O aluguel de equipamento registrou estabilidade no período. Como se observa, a maior pressão para o alta do CUB/m² foi no item mão de obra, que representa a maior parcela do custo da construção (54,83% em junho/16). O coordenador sindical do Sinduscon-MG, economista Daniel Furletti destaca: “Somente em março o custo com a mão de obra cresceu 11,79% refletindo o aumento estabelecido pela Convenção Coletiva de Trabalho e, por este motivo, observamos neste período uma alta maior neste custo”.

No primeiro semestre do ano as maiores altas de preços foram observadas nos seguintes materiais: porta interna semi-oca para pintura (+12,22%), placa de gesso (+10,70%), bacia sanitária branca (+7,49%), esquadria de correr (+7,24%) tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto 150mm (+5,41%), vidro liso transparente 4mm (+5,32%) e disjuntor tripolar 70 A (+5,28%).

O coordenador do Sinduscon-MG ressalta: “Apesar do maior aumento em alguns itens, observa-se que são variações pontuais. Não estamos verificando aumentos generalizados nos preços dos insumos, conforme pode se perceber no aumento acumulado no custo com material nos primeiros seis meses do ano (0,64%). Acreditamos que essa tendência de maior estabilidade do custo com material deverá permanecer nos próximos meses, pois não existe qualquer espaço para aumento de preços. De uma forma geral as atividades produtivas da economia estão com um ritmo menor de produção e isso acontece em função do atual cenário nacional. Sempre é bom ressaltar que o aumento de produtividade deve ser buscado constantemente pelas empresas, o que pode, inclusive, resultar em redução de custos. Neste sentido, o Sinduscon-MG está montando uma cooperativa de compras, que possibilitará as empresas de construção realizar compras de insumos com ganhos de escala.

Acumulado nos últimos 12 meses (julho/15-junho/16): Nos últimos doze meses encerrados em junho/16, o CUB/m² (projeto-padrão R8-N) registrou alta de 8,26%. Esse resultado refletiu aumentos nos seguintes custos: 2,35% no material de construção, 12,31% na mão de obra, 18,87% na despesa administrativa e 16,81% no aluguel de equipamento. Neste período, os materiais que apresentaram maiores elevações em seus preços foram: placa de gesso (19,05%), porta interna semi-oca para pintura (+16,09%), tubo de PVC-R rígido reforçado para esgoto – 150 mm (15,99%), emulsão asfáltica impermeabilizante (+8,87%), disjuntor tripolar 70 A (8,54%) e vidro liso transparente 4mm (8,33%).


Fonte: Obras 24 horas - Noticias, 13/07/2016