A confiança empresarial registrou nova queda, conforme pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV). O índice que mede esse sentimento diminuiu 1,9 ponto em junho, para 90,5 pontos, depois de marcar 92,4 pontos em maio e 93,4 pontos em abril. Na média do segundo trimestre de 2018, também houve queda de 1,9 ponto no indicador em relação ao trimestre anterior.
?O recuo da confiança empresarial em junho aprofunda uma tendência esboçada nos dois meses anteriores?, afirma Aloisio Campelo Jr., superintendente de Estatísticas Públicas da FGV. ?Parte do aumento do desânimo está relacionada aos desdobramentos econômicos e políticos da greve dos caminhoneiros do final de maio. Este efeito aparentemente temporário somou-se aos outros fatores que vinham provocando quedas da confiança: insatisfação com o ritmo lento de retomada da economia, falta de confiança na política econômica e aumento da incerteza política e eleitoral?, explicou em nota.
A queda do Índice de Confiança Empresarial (ICE) em junho decorreu da piora tanto da percepção dos empresários sobre o momento presente quanto das perspectivas de curto prazo. O subíndice da Situação Atual (ISA-E) diminuiu 1,1 ponto, para 88,6 pontos. Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice
de Expectativas (IE-E) teve baixa, agora de 0,9 ponto, para 97,5 pontos, menor nível desde o início deste ano (96,8 pontos).
O ICE consolida os índices de confiança dos quatro setores cobertos pelas sondagens empresariais produzidas pelo FGV: Indústria, Serviços, Comércio e Construção. Em junho, os índices de confiança caíram em todos os setores, com destaque para a Comércio e a Construção. Além disso, no mês, houve aumento da confiança em apenas 27% dos 49 segmentos que integram o ICE.
Para essa sondagem, foram coletadas informações de 5.549 empresas entre 4 e 26 de junho.
Fonte: Valor - Macroeconomia, 02/07/2018

