A B/Sinco Incorporadora - do grupo Sinco e do ex-executivo da Cyrela Brazil Realty Ubirajara Spessotto de Camargo Freitas - projeta lançamentos de R$ 170 milhões neste ano, dentro da faixa de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões estimada em 2013, pouco depois da criação da empresa. "O mercado está seletivo, mas líquido para bons empreendimentos", afirma Spessotto.
Mesmo com a desaceleração do crescimento da economia brasileira, a B/Sinco mantém seus planos de lançar R$ 200 milhões no ano que vem e, em 2016 e 2017, entre R$ 350 milhões e R$ 400 milhões cada. Para 2018, a projeção da empresa é que o Valor Geral de Vendas (VGV) lançado chegue a R$ 800 milhões.
Será possível colocar em prática os planos da B/Sinco, avalia o executivo, ainda que o mercado imobiliário da Grande São Paulo fique estagnado no patamar de R$ 30 bilhões a R$ 32 bilhões por ano nos próximos quatro anos. O crescimento projetado para a empresa ocorrerá, segundo Spessotto, por meio de ganho de participação de mercado de outras incorporadoras.
"Quem fizer mais do mesmo vai sofrer. Nosso negócio nos permite inovar a cada lançamento", diz. Ele ressalta que é preciso fazer pesquisas qualitativas e quantitativas para o desenvolvimento dos produtos e análise de crédito "criteriosa" dos clientes.
Por enquanto, a B/Sinco fez um lançamento de R$ 50 milhões, dos quais 53% foram vendidos nos primeiros 40 dias. A incorporadora tem outros dois lançamentos previstos para o ano, um deles em parceria com a EZTec.
O executivo diz continuar otimista em relação ao mercado imobiliário, em função da demanda. O otimismo se justifica, segundo ele, pela continuidade do crescimento vegetativo na Região Metropolitana de São Paulo e da concessão de financiamento imobiliário, mesmo que os bancos estejam mais rigorosos na avaliação da capacidade de endividamento dos consumidores. Outra razão apontada é a pequena parcela de crédito imobiliário em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Na avaliação do executivo, "não existe nenhuma hipótese de redução de preços", pois há disponibilidade de financiamento imobiliário, e as incorporadoras podem dosar a oferta conforme a demanda. Além disso, ressalta Spessotto, os preços de terrenos continuam subindo, principalmente nas regiões mais nobres, e não se espera custos de construção menores.
Fonte: Valor, por Chiara Quintão, 30/06/2014

