O Índice Geral de Preços ­ Mercado (IGP-­M) registrou deflação de 0,61% na segunda prévia de junho, após ceder 0,89% em mesmo período do mês anterior, informa a Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador é referência para o reajuste de alguns contratos, como os de aluguel.

Entre seus componentes, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,16% na segunda prévia de junho, ante recuo de 1,45% na parcial de maio. Os preços dos itens agropecuários tiveram baixa de 1,39%, após recuo de 1,87%, enquanto os produtos industriais saíram de queda de 1,31% para decréscimo de 1,07%. Feijão (de ­2,62% para 46,40%) e óleos combustíveis (de ­9,04% para 8,04%) estiveram entre os itens que influenciaram no resultado do IPA.

No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou de alta de 0,23% para 0,01%. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (0,57% para 0,19%), em que a tarifa de eletricidade residencial cedeu de 2,77% para 0,08%. Alimentação aprofundou a queda (­0,17% para ­0,46%), assim como Transporte (­0,15% para ­0,17%). Saúde e Cuidados Pessoais avançaram menos (1,05% para 0,48%). O mesmo comportamento foi visto em Vestuário (0,66% para 0,64%). Comunicação foi para o terreno negativo (0,79% para ­0,03%).

Em contrapartida, foram para o campo positivo Educação, Leitura e Recreação (­0,57% para 0,12%) e Despesas Diversas registraram alta mais marcada (0,31% para 0,39%), influenciados por passagem aérea (­18,19% para 6,76%) e tarifa postal (0,85% para 4,94%) , respectivamente.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,33% na segunda prévia de junho, ante estabilidade um mês antes. Materiais, Equipamentos e Serviços apresentaram queda de 0,09%, após baixa de 0,05%. O custo da Mão de Obra subiu 2,51% na segunda leitura de junho, ante 0,04% na mesma prévia do mês anterior.


Fonte: Valor - Macroeconomia , 19/06/2017