O país tem cerca de R$ 35 bilhões de investimentos em contratos de concessão já assinados que poderiam ser destravados no curto prazo –R$ 15 bilhões em até seis meses, segundo a Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base).

Com as exportações, as concessões em infraestrutura são as apostas do governo para impulsionar o crescimento, gerar empregos e melhorar a competitividade do Brasil.

"Mais do que novas concessões, deve-se cuidar do que já existe", diz Venilton Tadini, presidente-executivo da entidade que representa o setor da infraestrutura.

A associação listou contratos vigentes que têm dificuldades. Em parte deles, há relutância das agências de tomar decisões, principalmente em concessões mais antigas, segundo Tadini.

Em um primeiro grupo de obras, que totalizam R$ 15 bilhões e podem começar até seis meses após a assinatura dos aditivos, há concessões rodoviárias fechadas entre 1994 e 1998, com serviços extracontratuais.

"Esses adicionais atendem demandas não previstas nos contratos originais, como passarelas e vias secundárias", afirma Tadini.

As próprias concessionárias, que já entregaram projetos executivos e esperam resposta dos reguladores, fariam as obras, diz ele.

Um segundo grupo, de rodovias e aeroportos licitados de 2012 a 2014, que somam R$ 20 bilhões e estavam no antigo PIL 1 (programa federal), têm entraves como licenciamento ambiental e dúvidas regulatórias, afirma.

"Há ainda de destravar novas concessões com estudos prontos e potencial de investimento de mais R$ 24 milhões", acrescenta Tadini.

MÃOS À OBRA
Investimentos em contratos já existentes que podem ser destravados

> R$ 15 bilhões em aditivos em contratos entre 1994 e 1998. Aportes adicionais em concessões rodoviárias podem atender demandas que não estavam previstas originalmente, #para ampliar capacidade de tráfego e segurança

> R$ 20 bilhões em concessões entre 2012 e 2014. Contratos de empreendimentos em rodovias e aeroportos enfrentam entraves variados que provocam atrasos ou interrupção nos aportes

> R$ 24 bilhões em lançamentos de novas concessões com estudos prontos.Estudos e projetos para a 2º edição do Programa de Investimento em Logística já foram enviados após chamamento público de empresas privadas


Fonte: Folha de São Paulo - Colunistas, por Maria Cristina Frias, 13/06/2016