Mesmo passando por dificuldades, quatro em cada cinco empresas do setor de construção civil pretendem investir em novas tecnologias nos próximos cinco anos.
Essa é a conclusão de Sondagem Especial realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Entretanto, a taxa de juros elevada e o câmbio são entraves para a concretização desses investimentos.
Isso porque a aquisição de novas tecnologias é geralmente parcial ou
completamente importada e, por isso, encarece a cada desvalorização do real frente a o dólar. A falta de mão de obra qualificada para utilizar os novos equipamentos também preocupa o empresário do setor de construção.
"Os empresários entendem que é importante modernizar os processos de
produção e de gestão. Os investimentos em tecnologia elevam a
produtividade e aumentam a qualidade das obras, preparando as empresas
para ganhar mercado quando a economia voltar a crescer", avaliou o
economista da CNI Marcelo Azevedo. Esses investimentos devem ser feitos primariamente na área de tecnologia da informação, indica o levantamento da entidade. Essa opção foi assinalada por 64% das respondentes.
Em seguida, vêm sistemas estruturais, com 59%, sistemas prediais, com 53%, e tecnologia para infraestrutura de canteiros, com 49%. Em todas as perguntas dessa pesquisa, era possível escolher mais de uma opção.
Por conta disso, a soma das respostas será sempre superior a 100%.
Segundo a pesquisa, o primeiro fator analisado pelas empresas para decidir se realiza o investimento ou não é a relação entre a redução do custo operacional da empresa advindo da melhoria e a despesa associada à aquisição da tecnologia.
Essa foi a resposta apontada por 49% dos empresários que responderam a pesquisa da CNI. Além disso, 44% dos respondentes assinalaram que a existência de fornecedores da tecnologia e assistência técnica na região como um item que facilita a aquisição por parte da empresa.
Em seguida nesse mesmo tópico vem a existência de fontes apropriadas de financiamento (35%) e a existência de mão de obra qualificada para operar a nova tecnologia (33%).
Por outro lado, entre os principais obstáculos à aquisição de novas
tecnologias, as empresas indicaram a taxa de juros e câmbios elevados como o maior entrava para o investimento, com 54% das respostas. Esse quesito é seguido pelos altos custos de aquisição, uso e manutenção da tecnologia (51%) e a falta de mão de obra qualificada para operar a tecnologia (38%).
A pesquisa também questionava quais os principais fatores avaliados no
processo de compra de novas tecnologias. Nesse caso, os custos associados à aquisição e a manutenção do equipamento adquirido vieram em primeiro lugar, com 78% das respostas, acompanhado de perto pela redução de custo de construção advindo do investimento, com 76%. Também foram citados o aumento de qualidade da construção decorrente da nova tecnologia (67%) e a mão de obra necessária para operar a nova tecnologia (60%).
Fonte: Valor - Brasil, por , 08/06/2015

