Os contratos futuros do ouro fecharam a segunda-feira em alta, encontrando algum suporte na queda do dólar, mas não conseguiram voltar a superar a marca dos US$ 1.900 a onça-troy pela terceira sessão consecutiva.
Os contratos futuros mais ativos do ouro, para junho, encerraram a sessão em alta de 0,37%, aos US$ 1.896,80 a onça-troy na divisão Comex da Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).
O rendimento da nota do Tesouro de 10 anos subia a 1,566% nas negociações de hoje, ante 1,554% do encerramento de sexta-feira passada. Os rendimentos e os preços dos títulos movem-se em direções opostas e os rendimentos mais altos dos títulos aumentam o custo de oportunidade de manter posições em ouro e outros ativos que não possuem cupom.
O dólar, no entanto, operava em queda, com o índice DXY, uma medida da divisa em relação a uma cesta de seis principais rivais, recuando 0,19%, a 89,96 pontos. Um dólar mais fraco pode ser um fator positivo para commodities precificadas na moeda, já que as torna menos caras para usuários de outras unidades monetárias.
Tanto o dólar quanto os rendimentos caíram significativamente após o relatório decepcionante de empregos de maio dos EUA na sexta-feira, ajudando o ouro a quase recuperar o nível de US$ 1.900 a onça, disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank, em nota.
Fritsch argumentou que as preocupações com a inflação, que ele espera que sejam enfatizadas pela divulgação do índice de preços ao consumidor americano de maio, devem se intensificar.
Sinais de crescentes pressões inflacionárias “podem levar o Fed a reduzir suas compras de títulos mais cedo do que se previa. Esperamos que isso aconteça a partir do quarto trimestre”, mas não acarretará em um aumento precoce nas taxas de juros, disse Fritsch.
“Os rendimentos nominais permanecerão, portanto, bem abaixo da taxa de inflação por um tempo considerável, deixando as taxas de juros reais significativamente negativas. Este é um forte argumento a favor do aumento do preço do ouro”, argumentou.
Fonte: Valor Econômico - Finanças, por Valor — São Paulo, 07/06/2021

