Para os investidores que gostam de ter papeis de construtoras em seu portfólio ou estão em busca de oportunidades, dois relatórios divulgados hoje (26) trazem indicativos que podem ser úteis na diligência para tomada de decisão. Veja as considerações sobre Cyrela, Direcional, MRV, EZtec, Tenda e Even e quais os riscos e as perspectivas do setor de construção.
Credit Suisse ajusta preços-alvo
O Credit Suisse atualizou seus preços-alvo para as ações do setor de construção no Brasil, reforçando sua preferência pelo segmento de baixa renda, pois além de uma avaliação dinâmica e descontada positiva, vê potencial inflexão das taxas de longo prazo impulsionando as ações.
O banco elevou seu preço-alvo para as ações da Direcional de R$ 21 para R$ 22, potencial de alta de 27%; e também elevou seu preço-alvo para as ações da Cyrela de R$ 21 para R$ 22, potencial de alta de 18%, com recomendação de compra para as duas ações.
O Credit Suisse cortou seu preço-alvo para as ações da MRV de R$ 15 para R$ 14, potencial de alta de 39%, e recomendação de compra; e cortou seu preço-alvo para as ações da EZtec de R$ 24 para R$ 20, potencial de alta de 17%, mantendo sua recomendação neutra.
O banco manteve seu preço-alvo para as ações da Tenda em R$ 11, potencial de alta de 45%, com recomendação de compra.
Os analistas Pedro Hajnal e Vanessa Quiroga escrevem que, embora continuem cautelosos com o segmento de média renda e a avaliação possa não ser barata, mantém sua visão positiva para a Cyrela com a qualidade alta de seus projetos e a liquidez alta das ações. No entanto, a mantém como quarta ação de preferência, atrás de MRV, Direcional e Tenda.
Segundo eles, as ações de construção subiram cerca de 30% desde janeiro, mas ainda veem um potencial atraente de alta de 25%. Os analistas destacam sua referência pela baixa renda, pois além do cenário macroeconômico mais positivo, veem impulso de possíveis ajustes do programa Minha Casa Minha Vida, bem como oportunidades microdinâmicas de cada empresa também acionando operações e potencializando retornos.
Entre os riscos para as perspectivas do setor de construção, os analistas citam alteração na remuneração do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), saídas do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e aumento das taxas de financiamento imobiliário, bem como atraso no anúncio do novo regime do Minha Casa Minha Vida.
XP destaca pontos positivos da reestruturação operacional da Even
O relatório da XP, por sua vez, destaca que a Even reforçou os efeitos positivos do processo de reestruturação que passou durante evento para investidores realizado na quinta-feira, mostrando foco no segmento de alto padrão, solidez no balanço e disciplina na alocação de capital.
O analista Ygor Altero escreve que a construtora deve concentrar atenção em projetos exclusivos com tíquete médio mais alto, o que permite aumentar preços acima de concorrentes, mas mantêm margens mais apertadas.
Isso é compensado por maior disciplina na alocação de capital, reforçando a rentabilidade robusta dos seus projetos, mantendo balanço reforçado em meio ao cenário macroeconômico ainda desafiador.
A corretora vê a Even bem posicionada para acelerar lançamentos no novo ciclo entre 2023 e 2027 como resultado das iniciativas que manteve sua posição financeira forte mesmo com juros altos.
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Conteúdo originalmente publicado pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico
Fonte: Valor Investe- Por Cristiana Euclydes, Valor — São Paulo, 26/05/2023

