Duas cimenteiras deram a largada nesta semana para listar ações na B3, com pedidos de registro da oferta pública na CVM, órgão regulador do mercado de capitais. A CSN Cimentos, ligada ao grupo de mineração e aço CSN, protocolou na segunda-feira à noite. No dia seguinte foi a vez da InterCement Brasil, companhia do grupo Mover Participações (ex- Camargo Corrêa S.A.), que atua na construção e é um dos controladores da CCR.
A oferta da ICB, no Novo Mercado, será 100% secundária, com previsão de vender até 49% do seu capital, que está 100% em poder da InterCement Trading e Inversiones S.A., holding ligada à InterCement Participações. Segundo fontes do mercado, a cimenteira almeja levantar em torno de R$ 5 bilhões.
O principal objetivo da oferta, como ocorreu em 2017 com a argentina Loma Negra (em Nova York e Buenos Aires), é obter recursos que irão para o caixa da controladora. O dinheiro será para quitar dívidas de cerca de R$ 4 bilhões.
A empresa, vice-líder no mercado brasileiro de cimento, com 15%, opera 15 fábricas em quatro regiões - Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. A capacidade é de 17,2 milhões de toneladas por ano. Além disso, tem mineração de calcário (11), pedreiras de agregados (2) e centrais de concreto (19).
Em 2020, a cimenteira vendeu 8,7 milhões de toneladas de cimento, de acordo com o prospecto da oferta pública. O volume é 47% do total do grupo InterCement, que está na Argentina, Egito, Moçambique e África do Sul.
Fonte: Valor Econômico - Empresas, por Ivo Ribeiro — De São Paulo, 21/05/2021

