A onda de vendas nos mercados futuros de aço e minério de ferro segue pressionando os preços à vista e levou a commodity a registrar a segunda sessão consecutiva de queda no porto chinês de Qingdao nesta quinta-feira.
De acordo com a publicação especializada Fastmarkets MB, a demanda mais fraca nos portos chineses também contribuiu para a nova desvalorização da principal matéria-prima do aço.
No porto de Qingdao, a tonelada do minério com teor de 62% de ferro encerrou o dia em baixa de 2%, para US$ 211,85. Com esse desempenho, os ganhos acumulados no mês foram reduzidos a 12,2%. Em 2021, a valorização ainda é expressiva, superior a 32%.
Na Bolsa de Commodity de Dalian, os contratos mais negociados de minério, com entrega em setembro, encerram a sessão diurna com queda de 5,7%, a 1.142,50 yuans por tonelada.
O governo chinês tem ampliado os esforços para conter o rápido e acentuado aumento dos preços do minério — a China é a maior compradora mundial da commodity — e voltou a dizer que o nível atual das cotações é “irracional”.
Fonte: Valor Econômico - Empresas, por Stella Fontes, Valor — São Paulo, 20/05/2021

