O volume de vendas no varejo restrito ? que exclui as atividades de automóveis e materiais de construção ? subiu 0,3% em março, após queda de 0,2% um mês antes, conforme levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também na série ajustada sazonalmente, o indicador de janeiro foi revisto, de alta de 0,8% para avanço de 0,9%.
Ante março de 2017, as vendas varejistas tiveram expansão de 6,5%, o maior resultado desde abril de 2014. Analistas esperavam uma variação um pouco maior por essa base de comparação por causa do deslocamento da Páscoa no calendário. O feriado caiu em 1º de abril este ano, ajudando as vendas de março.
Dessa forma, o setor encerrou o primeiro trimestre com alta de 3,8% em relação ao mesmo período de 2017. Na comparação com o último trimestre do ano passado, as vendas do varejo subiram 0,7%.
Pelo acumulado em 12 meses até março, o volume de vendas apresentou alta de 3,7%.
O resultado do varejo restrito em março veio em linha com a média estimada pelo Valor Data, apurada junto a 22 consultorias e instituições financeiras, de alta de 0,3%. O intervalo das estimativas variava de queda de 0,1% a alta de 0,8%.
O IBGE também divulgou que a receita nominal do varejo restrito subiu 0,4% na passagem de fevereiro para março e 7,1% em relação ao terceiro mês de 2017.
Incluindo comércio de automóveis e material de construção, o volume de vendas subiu 1,1% em março, as vendas no varejo subiram 1,1% em março, perante o mês anterior, ante previsão de alta de 1%. Em comparação a março de 2017, houve crescimento de 7,8%. No primeiro trimestre de 2018, o avanço foi de 6,6%. Nos 12 meses até março, o varejo ampliado subiu 6,2%. A receita nominal do varejo ampliado cresceu 1% na passagem de fevereiro para março. Frente a março de 2017, a expansão foi de 8,3%.
As vendas de veículos, motos, partes e peças apresentaram alta de 2,9% no mês em março. Os materiais de construção ficaram estáveis.
Fonte: Valor - Macroeconomia, por Bruno Villas Bôas, 11/05/2018

