A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou de 0,25% em março para 0,14% em abril, informa o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a menor taxa para abril desde 1994. No quarto mês de 2016, o IPCA tinha subido 0,61%.
Nos 12 meses encerrados em abril, a inflação foi de 4,08%, a menor taxa desde julho de 2007 (3,74%). É também a primeira vez desde agosto de 2010 que o indicador fica abaixo de 4,5%, centro da meta do Banco Central para a inflação. Naquele mês, o IPCA acumulado no período foi de 4,49%. Nos quatro primeiros meses de 2017, a inflação acumulada ficou em 1,10%. O IPCA de abril ficou um pouco abaixo da média de 0,16% estimada por 19 consultorias e instituições financeiras consultadas pelo Valor Data. O intervalo das projeções ia de alta de 0,12% a 0,20%. Em 12 meses, a expectativa era de que a inflação correspondesse a 4,11%.
Influências
A desaceleração na taxa do IPCA de março para abril veio das tarifas de energia elétrica, mais baratas em 6,39%, além dos combustíveis, cujos preços caíram 1,95%. Com a queda nas contas, a energia, responsável pela significativa parcela de 3,5% da despesa das famílias, representou o maior impacto negativo no IPCA do mês (0,22 ponto percentual). A conta de luz foi menor em abril devido à devolução de uma cobrança indevida de energia atrelada à usina nuclear de Angra 3.
O grupo Alimentação e Bebidas subiu mais entre um mês e outro, de 0,34% para 0,58%, com aumento nos preços de vários produtos, como tomate (29,02%) e batata-inglesa (20,81%).
O IPCA mede a inflação para as famílias com rendimentos mensais entre um e 40 salários mínimos, que vivem nas regiões metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Vitória, Belém, Brasília, e nos municípios de Goiânia e Campo Grande.
Fonte: Valor - Macroeconomia, por Robson Sales, 10/05/2017

