Os preços nominais dos imóveis novos residenciais pesquisados em dez capitais do país se elevaram em 0,57%, em média, no mês de março, percentual menor que o aumento de 0,61% registrado em fevereiro. É o quinto mês consecutivo de desaceleração do ritmo de aumento desses preços.
Os dados são do IGMI-R (Índice Geral de Preços do Mercado Residencial), elaborado pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança). No acumulado de 12 meses até março, a variação foi de 14,27%, ligeiramente abaixo do resultado de fevereiro (14,82%).
No acumulado do primeiro trimestre de 2023, os preços desses imóveis se elevaram 2,05%, desacelerando na comparação com os 4,30% de aumento ocorrido no último trimestre do ano passado.
Na capital paulista, os preços se elevaram 0,77% em março, ante um aumento de 0,63% em fevereiro. No acumulado de 12 meses até março, a variação é de 14,23%.
Nas capitais
Além de São Paulo, registraram aumentos em março, em relação a fevereiro: Porto Alegre (1%), Salvador (0,88%), Recife (0,82%), Fortaleza (0,59%), Rio de Janeiro (0,21%), Curitiba (0,18%), Belo Horizonte (0,16%), Brasília (0,15%) e Goiânia (0,12%).
No acumulado de 12 meses até março, além da capital paulista, os preços se elevaram em março, na comparação mensal, em: Curitiba (15,75%), Porto Alegre (15,19%), Brasília (14,38%), Goiânia (14,22%), Fortaleza (14,18%), Salvador (13,53%), Rio de Janeiro (11,83%), Belo Horizonte (11,76%) e Recife (11,61%).
Neste acumulado de 12 meses, oito capitais mostraram desaceleração, exceto Recife e Porto Alegre. A variação dos preços nesta última capital se destacou por se situar acima da média nacional. O mesmo ocorreu com as variações registradas em Porto Alegre nos dois últimos trimestres.
Valores reais
Na análise da Abecip, as desacelerações nos preços nominais dos imóveis residenciais não implicam desaceleração dos valores reais em magnitudes semelhantes, na medida em que os diferentes índices de preços na economia brasileira também registram quedas nos resultados acumulados ao longo dos últimos meses.
Segundo a entidade, ainda que a divulgação do arcabouço fiscal do governo tenha reduzido as incertezas de curto prazo, detalhes de sua implementação e seus efeitos sobre a dinâmica da política monetária permanecem aspectos fundamentais para as perspectivas do nível de atividades e renda dos trabalhadores nos próximos meses.
Nesse cenário, acrescenta a Abecip, a evolução dos preços reais dos imóveis residenciais no Brasil ao longo desse ano ainda não apresenta uma tendência clara.
Fonte: SindusConSP - Por Rafael Marko, 04/05/2023

