Maior fabricante de cimento do mundo, a LafargeHolcim informou um lucro de 226 milhões de francos suíços (US$ 226 milhões) no primeiro trimestre, revertendo prejuízo de 107 milhões de francos suíços registrados no mesmo período do ano passado.
A receita da companhia recuou 7,1% de janeiro a março, para 5,63 bilhões de francos suíços (US$ 5,63 bilhões), na comparação anual.
Nas chamadas vendas comparáveis, entretanto, que excluem a reestruturação e as aquisições, houve avanço de 5,3% no período.
O resultado da companhia foi beneficiado por aumento de preços e reduções de custos.
Em teleconferência, o presidente Eric Olsen disse que os resultados do último trimestre foram ajudados por um “março notavelmente forte".
Olsen renunciou abruptamente em 24 de abril, após a controvérsia sobre os pagamentos que a empresa teria feito a grupos armados na Síria. O executivo, que ficará até julho, foi inocentado por uma investigação interna de qualquer irregularidade com relação aos pagamentos.
Ainda assim, as divulgações têm sido uma grande distração para a empresa, já que acrescenta problemas à complexa integração da suíça Holcim e da francesa Lafarge, duas das maiores produtoras de cimento do mundo que se fundiram há menos de dois anos.
Olsen comanda a empresa desde a fusão em 2015. Antes disso, ocupou vários cargos executivos na Lafarge e foi vice-presidente executivo de operações a partir de 2013.
"Estou muito orgulhoso do que conseguimos aqui", disse ele, referindo-se à integração das empresas incorporadas.
Por região, a companhia viu suas vendas líquidas subirem apenas na América do Norte (4,7%) e na América Latina (1,6%).
“Houve modestos sinais de melhora em partes da economia brasileira no trimestre, embora o ambiente para cimento, agregados e pré-misturas seja amplamente esperado para permanecer desafiador, pelo menos no curto prazo”, informou a companhia em seu balanço.
Fonte: Valor - Empresas, por Dow Jones Newswires, 03/05/2017

