A retomada gradual das operações ao longo de 2020, o menor volume de chuvas em janeiro e o reinício das operações em Serra Leste, além do aumento das compras de terceiros, contribuíram para o salto de 14,2% na produção de minério de ferro da Vale no primeiro trimestre. A empresa extraiu, de janeiro a março, 68,045 milhões de toneladas, segundo o Relatório de Produção do primeiro trimestre, divulgado ontem.
Esses avanços foram parcialmente compensados por manutenções programadas no S11D e por menor desempenho no complexo de Itabira devido à restrição de disposição de rejeitos no local.
No relatório, a Vale apontou ainda ter atingido uma capacidade de produção de 327 milhões de toneladas/ano no primeiro trimestre, devido ao comissionamento das linhas de beneficiamento de Timbopeba, que foi parcialmente compensado por restrições de desempenho em diferentes minas, com Itabira e Mutuca.
Em relação às pelotas, a produção da companhia no primeiro trimestre foi de 6,28 milhões de toneladas, uma queda de 9,2% frente às 6,92 milhões de toneladas dos três primeiros meses de 2020. Segundo a empresa, houve menor disponibilidade de “pellet feed”, principalmente de Itabira e Brucutu, embora a mineradora tenha destacado que espera aumentar gradualmente a produção durante 2021 com a maior disponibilidade de “pellet feed” de Timbopeba e Vargem Grande.
Em termos de vendas, foram 59,3 milhões de toneladas de minério de ferro, uma alta de 14,8%, frente aos três primeiros meses de 2020, e 6,27 milhões de toneladas de pelotas, uma queda de 14,2% na mesma comparação. “O prêmio de minério de ferro foi de US$ 8,3 a tonelada, na medida em que a forte recuperação da demanda dos mercados ex-China, preços mais altos do carvão metalúrgico na China e a necessidade de uma produtividade elevada nos altos-fornos deram suporte a spreads maiores entre os índices de referência 65% de ferro e 62% de ferro e aos prêmios de pelotas”, diz o relatório.
Nos metais básicos, a produção de níquel da Vale no primeiro trimestre caiu 8,8% frente a igual período de 2020, para 48,5 mil toneladas métricas. A Vale disse que, com a venda da VNC para o Prony Resources New Caledonia Consortium, vai descontinuar a consolidação das operações de VNC nos relatórios de produção e financeiros a partir do segundo trimestre.
Segundo a empresa, a produção de níquel cresceu devido à operação estável em Onça Puma e ao “forte desempenho” nas refinarias do Atlântico Norte, com Long Harbour atingindo níveis recordes de produção no primeiro trimestre. Já as vendas de níquel no primeiro trimestre subiram 8,6% na comparação com igual período de 2020, para 48 mil toneladas métricas.
Em relação ao cobre, a produção no primeiro trimestre foi de 76,5 mil toneladas métricas, queda de 19% frente às 94,5 mil toneladas métricas dos três primeiros meses de 2020. A Vale detalhou que a queda foi resultado de mudanças nas rotinas de manutenção para aumentar a segurança e melhorar as condições operacionais, o que restringiu a movimentação da mina e impactou o teor de alimentação de Salobo; e da manutenção programada e não programada em Sossego, com mais tempo do que o esperado devido à covid-19.
As vendas de cobre da companhia no primeiro trimestre foram de 71,2 mil toneladas métricas, uma queda de 17,6% frente aos três primeiros meses de 2020.
Fonte: Valor Econômico - Empresas, por Rafael Rosas — Do Rio, 20/04/2021

