A privatização da Sabesp terá duas janelas de oportunidade neste governo. A primeira será no início de 2024, antes do calendário eleitoral das prefeituras — um cenário mais favorável, mas menos provável. A segunda será a partir de 2025. Trata-se da opção considerada mais factível pelo mercado, mas que traz um risco maior para a operação, justamente porque depende em grande medida do resultado das urnas, em especial na capital paulista.
O principal desafio do processo será político, segundo fontes que acompanham de perto o tema — algumas delas pediram anonimato. Além da aprovação do projeto na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), o governo terá que renegociar os contratos com os cerca de 370 municípios atendidos pela companhia de água e esgoto. O caso mais complexo deverá ser o da cidade de São Paulo, que responde por cerca de 45% da receita da empresa.
As eleições podem, por um lado, ajudar na negociação, diz uma fonte. Parte das outorgas recebidas com a privatização deverão ser compartilhadas com as prefeituras, que se beneficiariam de um reforço de caixa em ano eleitoral. Ao mesmo tempo, a impopularidade do tema e divergências políticas com a gestão estadual podem ser entraves.
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Fonte: Valor Investe - Por Taís Hirata, Valor — São Paulo, 18/04/2023

