As reformas do Estado brasileiro são importantes e serão retomadas após o combate à pandemia causada pelo coronavírus, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele notou que, nesse momento, não há espaço para votação no Congresso. “Não temos como votar reforma agora. Não é por falta de interesse, é por todas as nossas atenções estarem focadas no combate ao coronavírus”, diz.

Segundo Maia, integrantes da equipe econômica têm insistido na votação das reformas, mas não há espaço para votar agora. Ele disse que a reforma tributária “está bem encaminhada". "Pode atrasar, mas precisamos terminar de votar este ano na Câmara e no Senado” para aumentar a produtividade nos próximos anos, indicou

Maia afirmou que o endividamento público crescerá por causa das medidas de combate ao coronavírus, mas a PEC do “Orçamento de Guerra” limitará os gastos a 2020, embora o financiamento dessas despesas tenha que ser pago pelos brasileiros ao longo dos próximos anos. “Vamos ter retomada com participação do Estado brasileiro maior do que gostaríamos e pensávamos há dois, três meses”, disse o presidente da Câmara, que defendia uma máquina pública menor e mais direcionada para áreas como saúde, educação e segurança.

Ele cobrou do governo federal a organização de uma resposta junto com Estados, municípios e o setor produtivo para acelerar o crescimento do país após o fim do isolamento social provocado para combater a pandemia. “Se a economia crescer 1%, o impacto é brutal para toda a sociedade. Se crescer 3%, o impacto de carregar essa dívida será menor para toda a sociedade”, comentou.


Fonte: Valor Econômico -Política, por Raphael di Cunto -Brasília, 13/04/2020