O setor de serviços ainda mostra dificuldades para “acelerar” sua recuperação, movimento que depende do aquecimento da atividade econômica, da retomada dos investimentos e da melhora do mercado de trabalho, disse Rodrigo Lobo, gerente na Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE nesta sexta-feira.
Em fevereiro, o volume de serviços prestados no país recuou 0,4% ante janeiro, feitos os ajustes sazonais. Foi o segundo mês consecutivo de queda do setor, que também havia recuado 0,4% no início de 2019 (dado revisado).
“Observamos uma grande retirada de investimentos públicos desde 2015, pelas questões fiscais do setor público. Esse espaço, esperava-se, seria ocupado pelo setor privado. Foi uma aposta que se fez, mas isso não aconteceu”, disse Lobo, durante coletiva para apresentar o resultado da pesquisa de serviços de fevereiro.
O gerente do IBGE acrescentou que o avanço dos serviços prestados às famílias ainda depende da melhora da situação do emprego no país. A chamada massa salarial — indicador que soma a renda de todos os trabalhos de todos os ocupados — não estaria “suficientemente elevada” para alavancar o consumo de serviços.
Fonte: Valor, por Bruno Villas Bôas, 12/04/2019


