À espera do auxílio emergencial da União, pelo menos um terço dos Estados e 8 das 26 capitais do país anunciaram ou passaram a oferecer programas de transferência de renda. O valor conjunto deve ultrapassar R$ 1 bilhão neste ano. Há desde modelos com recortes mais amplos até os que focalizam grupos específicos, caso de Estados como Piauí e Ceará, que beneficiam trabalhadores de bares e restaurantes que ficaram desempregados.

A diferença entre valores e formatos também chama atenção. O Estado do Pará pagará parcela única de R$ 100, enquanto o município de São Paulo, três parcelas de R$ 100. Entre os 60 maiores municípios do país, 11 já enviaram projeto à Camara de Vereadores ou, pelo menos, anunciaram programas de transferência de renda. Entre as capitais estão São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Fortaleza, Manaus, Recife, Goiânia e Belém.

O quadro revela a heterogeneidade econômica entre as regiões e a desigualdade das condições fiscais entre os entes da Federação, diz o economista Daniel Duque, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV).

 

Fonte: Valor Econômico - Impresso, por Marta Watanabe, Hugo Passarelli e Álvaro Fagundes — De São Paulo, 25/03/2021