Executivos da construção civil e das indústrias da transformação e extrativa ouvidos pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirmaram que a burocracia e a falta de linhas específicas de crédito são os maiores entraves para se obter um financiamento no país.
Para 41,5% dos empresários da construção, as exigências de garantias reais de pagamento atrapalham.
"Nesse segmento, os valores dos investimentos são muito elevados e, por isso, as restrições são maiores", diz Marcelo Azevedo, economista da confederação.
A necessidade de documentação e renovação de cadastros também foi apontada como um empecilho por 39,8% dos entrevistados.
Para 49,7% dos executivos das indústrias, o maior problema está na falta de linhas de crédito específicas. "É um setor diverso, que abarca muitas atividades. O que falta é flexibilizar prazo, volume e custos dos financiamentos para a categoria."
Os custos das operações apareceram como segunda dificuldade para 40% dos empresários da transformação e do extrativismo. Foram ouvidas 2.646 pessoas.
Fonte: Folha de São Paulo, 23/02/2015

