Reformas profundas nas economias do G-20 poderiam criar US$ 2,25 trilhões na economia mundial até 2018, segundo relatório que o Fundo Monetário Internacional (FMI) traz para a reunião das 20 maiores economias neste fim de semana em Sydney.

O PIB global poderia aumentar 2,25% em cinco anos com o pacote de reformas que inclui consolidação fiscal no médio prazo, reequilíbrio econômico na China, na Alemanha e nos EUA, liberalização nos mercados de trabalho e de produtos, e investimentos em infraestrutura em vários países.

Por exemplo, o aumento de investimentos em infraestrutura elevaria em 0,5 ponto percentual o PIB no Brasil, EUA, Alemanha, Índia e Indonésia, segundo o Fundo.

O estudo do FMI tenta alavancar a proposta da Austrália para o G-20, de fixar uma meta de crescimento global, para além da tendência atual de expansão, o que implica de fato que muitos países tenham de acelerar reformas.

Em todo caso, o ministro das Finanças da Austrália, Joe Hockey, foi ontem o primeiro a duvidar de que algumas economias emergentes, por exemplo, se comprometam seriamente com reformas, mencionando eleições nesses países. Eleições presidenciais ou parlamentares ocorrerão em Brasil, Índia, Indonésia, Turquia e Ucrânia nos próximos 12-18 meses. Certos analistas falam de implicações adversas para políticas econômicas e perda de compromissos com reformas após as eleições.


Fonte: Valor, Assis Moreira, 21/02/2014