Ainda insatisfeito com parte das medidas do governo criadas para beneficiar a construção civil, o setor se reúne com o governo em Brasília após o Carnaval para reiterar a sua proposta.
Entre as medidas previstas para entrarem em vigor em abril, as empresas vão trocar 20% sobre a folha de pagamento por 2% do faturamento. Incorporadoras e o segmento da construção pesada foram excluídas.
"O setor propõe que o início das medidas seja adiado para 2015, de forma a permitir ajustes", diz Sérgio Watanabe, presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Construção de São Paulo).
"Mas pedimos que em abril, em vez de substituir 20% da folha por 2% do faturamento, a alíquota seja reduzida de 20% para 12%."
Apenas 8% das empresas têm mão de obra totalmente própria, segundo uma pesquisa nacional, com mais de 200 construtoras feito pela Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).
"Como a construção terceiriza muito, se passar a 2% do faturamento, as empresas passarão a recolher mais do que os 20% da folha. E essa medida será obrigatória", afirma Watanabe.
"Parte delas se considera onerada em vez desonerada. Não vemos essa desoneração de R$ 3 bilhões de que fala o governo", acrescenta.
Para José Carlos Martins, vice-presidente da Cbic, também faltam esclarecimentos. "O principal é saber como as construtoras vão vincular os terceirizados em suas obras para se beneficiarem da desoneração", afirma.
"Faltou discussão. Temos visto isso nas últimas medidas do governo. A intenção é boa, mas parte do setor se sente onerado em vez de desonerado"
Fonte: Folha de São Paulo, por Maria Cristina Frias, 11/02/2013

