Em reunião classificada pelos presentes como de prestação de contas e declaração de intenções do governo, a presidente Dilma Rousseff e nove ministros apresentaram ontem ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), o Conselhão, medidas para reativar a economia e sair da crise. A presidente defendeu o "diálogo" e considerou superada a "fase mais difícil do ajuste".
O pacote tem dois eixos principais: dar fôlego financeiro às empresas e estimular a construção civil. O alívio ao caixa das companhias veio na forma do refinanciamento das parcelas que vencem neste ano e em 2017 nos empréstimos tomados no BNDES para compra de bens de capital. Cerca de R$ 15 bilhões poderão ficar no caixa das empresas se apenas 10% das que pegaram financiamentos do PSI e Finame postergarem pagamentos.
A construção civil terá R$ 32 bilhões em operações do FGTS para a habitação. Ao todo, o governo garantiu a liberação de R$ 83 bilhões em crédito, como "estímulo de curto prazo", evitando comparações com a "nova matriz econômica" do primeiro mandato. E propôs um limitador do crescimento do gasto público e uma margem na meta fiscal para acomodar flutuações na
receita.
Fonte: APeMEC, 29/01/2016

