Levantamento da McKinsey revela que US$ 57 trilhões serão gastos em infraestrutura no mundo até 2030, para acompanhar o crescimento do PIB global. A cifra sinaliza oportunidades para a construção civil, mas também traz desafios, pois exige mudança no uso da tecnologia como ferramenta de melhores práticas e aumento da produtividade. "Apesar de a indústria da construção civil ser responsável por 10% do PIB mundial, o setor tem baixas taxas de produtividade", diz Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups. É um segmento conservador, pouco envolvido com avanços tecnológicos." Estima-se que o setor deixe de ganhar US$ 1,6 trilhão no mundo com a perda de eficiência.

Se para as grandes construtoras o processo de gestão do canteiro de obras já é difícil, para quem pouco ou nada entende do ramo é ainda pior. É com o objetivo de diminuir essa dor de cabeça que muitas construtechs têm criado plataformas que ligam fornecedores de produtos e serviços a consumidores num mesmo espaço. É o caso da Indica Obra, portal que entrou em operação há dois anos oferecendo uma lista de fornecedores de serviços e produtos para construção civil, arquitetura e decoração, previamente selecionados. "Os fornecedores cadastram o preço unitário que praticam no mercado, o que gera a estimativa do custo da obra no momento em que o cliente solicita a proposta", diz Sugata Rodrigues, CEO e fundador da startup. "A proposta formal é enviada em até 48 horas, o que garante agilidade e a certeza da realização da obra, porque todo o pagamento é feito on-line, assim como o acompanhamento de todas as fases do trabalho." Os 70 fornecedores cadastrados pagam à Indica Obra uma anuidade de R$ 300. A meta é chegar a 2000 contratos por mês até 2020.

Gerar economia de tempo e maior assertividade também é a proposta da Banib, startup incubada no Cietec, que em 2017 lançou a Banib Conecta, plataforma de passeio virtual em 360º de imóveis. "Em um ano reunimos 500 imobiliárias e mil imóveis", diz Renato Rodrigues, CCO da Banib. "A meta é reunir 3000 imobiliárias e expandir os serviços para a América do Sul e Portugal até o fim de 2019".


Fonte: Valor, por Katia Simões | de São Paulo, 21/12/2018