Nos últimos 12 meses encerrados em novembro deste ano, a cidade de São Paulo registrou alta de 8,61% no valor médio de locações de casas e apartamentos.

De acordo com o Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), ainda que o percentual seja superior aos 5,53% da variação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no período, e aos 6,96% do IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), indicador que corrige a maioria dos contratos de aluguel em andamento, este é o menor aumento desde fevereiro de 2010.

“Não dá para dizer que o valor do aluguel residencial se estabilizará, afinal a demanda por imóveis para locação segue muito superior à oferta na Capital. Mas esse índice de 8,61% é uma boa notícia para o segmento, porque é o mais baixo desde fevereiro de 2010, quando o acumulado em 12 meses atingiu 8,4%”, analisa o vice-presidente de gestão patrimonial e locação do Secovi-SP, Walter Cardoso.

Considerando o comportamento mensal, entre os meses de outubro e novembro de 2012, o valor médio de locação na capital paulista registrou acréscimo de 1,1%. Um mês antes, em outubro, a alta de aluguéis de casas, sobrados e apartamentos, em comparação ao mês imediatamente anterior, havia sido de 1,2%.

Imóveis de três dormitórios tiveram as maiores altas

Em média, na comparação com outubro, os imóveis que tiveram maior elevação nos valores locatícios foram os de três dormitórios, com aumento médio de 1,6% em novembro deste ano.

As unidades de dois dormitórios aparecem em seguida, com acréscimo na ordem de 1%, enquanto que as residências de um dormitório aumentaram 0,8% no período. Em novembro, as casas e sobrados foram alugados num intervalo médio de 12 a 33 dias.

Já os apartamentos demoraram um pouco mais: 18 a 38 dias, segundo apontou o IVL (Índice de Velocidade de Locação), que mede o número de dias de espera até que o contrato de locação seja assinado.

Considerando as garantias, 47,5% dos contratos utilizaram o fiador no penúltimo mês do ano, outros 32% optaram pelo depósito de até três aluguéis. Já o seguro-fiança foi utilizado por cerca de 20,5% dos contratos.


Fonte: Infomonay, por Gladys Ferraz Magalhães, 19/12/2012