Os economistas do mercado reduziram as estimativas para o déficit primário do governo central em 2017 para R$ 156,736 bilhões, segundo a mediana das projeções publicadas no Prisma Fiscal. O relatório é elaborado pelo Ministério da Fazenda com projeções das instituições financeiras coletadas até o quinto dia útil de dezembro.

A previsão é levemente inferior à de déficit de R$ 157,413 bilhões, feita no boletim do mês passado. Para 2018, a projeção para as contas do governo central (Tesouro, BC e Previdência) é de déficit de R$ 155 bilhões. A estimativa anterior era de déficit um pouco maior, de R$ 156,406 bilhões para 2018.

Apesar da melhora nas projeções de resultado primário, o mercado espera que a dívida bruta, principal indicador de insolvência observado pelo mercado internacional, continue em crescimento e fique em 75,2% do PIB em 2017 (a projeção anterior era de 75,11%). Em 2016, a relação foi de 69,9%.

Para 2018, a projeção do mercado é que a dívida bruta fique em 77,21% do PIB. A expectativa é pior do que a registrada no relatório anterior, de 77% do PIB no fechamento de 2018.

De acordo com dados divulgados no último mês pelo Tesouro, o governo central registrou déficit primário de R$ 103,243 bilhões de janeiro a outubro. Em suas apresentações sobre o resultado primário, a equipe econômica projeta um rombo acumulado de cerca de R$ 109 bilhões em novembro e de R$ 159 bilhões em dezembro.

Fonte: Valor - Macroeconomia, por Fábio Pupo , 15/12/2017