O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, mostrou-se otimista com o desempenho da economia brasileira em 2022, afirmando que o crescimento deve ser maior que o estimado pelo mercado brasileiro, e disse que a instituição terá uma expansão entre 10% e 15% no financiamento imobiliário. O executivo disse ainda que o aumento recente das taxas de juros de longo prazo foi “um absurdo” e mostra “um pânico de algo que não é a realidade”.
“Meu ponto em relação à economia é que eu acredito que vai ser muito mais forte do que as pessoas colocam. Teve um estresse gigantesco há 40 dias, com a taxa de juros longa do DI futuro a 12,5%, um absurdo na minha opinião. Mostra um pânico de algo que não é a realidade, o Brasil é muito mais forte, mais efetivo, nossa parte agrícola é a mais forte do mundo”, disse ele, ao participar do 3º Seminário STF em Ação, realizado no Rio de Janeiro pelo Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (IEJA).
Guimarães não citou especificamente a projeção do mercado para o ano de 2022, mas, segundo o Boletim Focus divulgado ontem, a estimativa mediana é de um crescimento de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no próximo ano.
O cenário que a Caixa trabalha, de acordo com ele, é de crescimento de até 15% do financiamento, com destaque para o setor agrícola. “A Caixa vai financiar o agro como nunca financiou, a gente bateu o recorde e ano que vem vamos emprestar mais. [A Caixa] Vai emprestar mais crédito imobiliário, vai dobrar sua operação agrícola e vai focar no micro e pequeno empresário. Não vamos emprestar para grandes empresas. Então, do ponto de vista do crédito, com a economia, vamos emprestar de 10% a 15% mais”, apontou ele.
Fonte: Valor Econômico - Finanças, por Lucianne Carneiro e Gabriel Vasconcelos — Do Rio, 14/12/2021

