A flexibilização de regras do Minha Casa Minha Vida para construtoras pequenas, anunciada na terça (29), não deverá acelerar a recuperação do setor, mas evitará danos maiores a um segmento já fragilizado, segundo entidades.
Até 2018, empreendimentos de no máximo 12 unidades ou em cidades com menos de 50 mil habitantes não precisarão pavimentar vias próximas e poderão vender casas com alvará expedido até junho de 2017.
"Toda ajuda é bem-vinda, mas os maiores problemas, como o atraso nos repasses, continuam", afirma José Elias Hiss, diretor-executivo da Apemec-SP (do segmento).
"As margens de construtoras pequenas já são baixas. Se tiverem que asfaltar ruas, o negócio fica inviável", diz Walter Cover, presidente da Abramat (de materiais de construção).
"O impacto econômico da mudança para nós, no entanto, não é relevante", afirma.
A CBIC (câmara do setor) defende que haja exigências, mas considera a medida sensata. "A empresa não deve ser responsável por aquilo que a prefeitura não fez", diz o presidente José Martins.
Fonte: Folha de São Paulo - Colunistas, por Maria Cristina Frias, 04/12/2016

