A escolha de Tarcísio Gomes de Freitas para o recém-criado Ministério da Infraestrutura foi elogiada pelo setor privado. Segundo executivos de associações empresariais, Freitas tem conhecimento técnico, e sua experiência como secretário de coordenação de projetos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) é um importante diferencial.
"É alguém que já começa muitos pontos na frente", disse César Borges, presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) e ex-ministro dos Transportes, referindo-se à atuação de Freitas como secretário do PPI. "Ele tem uma visão completa dos projetos de concessões e privatizações, que, agora, devem acelerar", avalia. Segundo o presidente da ABCR, os projetos do programa demoraram a deslanchar, mas agora estão maduros e prontos para serem colocados em leilão.
Para Borges, o futuro ministro conhece o setor, tem boa formação profissional e acadêmica e, também, boa relação com o Congresso. Por isso, sua nomeação deve ser positiva para o segmento de infraestrutura, que está otimista com os sinais dados até agora pelo novo governo, tanto em razão das indicações já feitas para o setor quanto pela perspectiva de maior crescimento econômico com a agenda liberal proposta por Bolsonaro.
Venilton Tadini, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), classifica a nomeação de Freitas como "excelente". "É uma pessoa extremamente competente e dedicada. Ele vai ajudar o processo de governança e agilizar os investimentos", aponta o empresário, que também tem perspectivas melhores para o ano que vem.
De acordo com Tadini, 2019 deve ser um ano de maior crescimento para o setor de infraestrutura, depois de um 2018 ruim, o que credita à falta de projetos e à restrição fiscal, uma vez que os investimentos em infraestrutura dependem de recursos públicos.
Por isso, afirma, é importante que o governo defina um novo pacote de investimentos e tenha boa interlocução com o setor privado, condições que, para ele, serão atendidas pelo novo ministro. "Ele é um bom nome não só pela experiência que já tem nessa atividade, mas também por sua relação com investidores privados", observa.
Freitas já foi diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e é consultor legislativo da Câmara.
Fonte: Valor - Macroeconomia, por Arícia Martins, 28/11/2018

