O quinto balanço da Copa de 2014 divulgado pelo Ministério de Esportes na última terça-feira (26) mostra que o custo da construção dos 12 estádios que serão utilizados na Copa do Mundo de 2014 já está R$ 1,6 bilhão acima do previsto.

Segundo o último levantamento, de setembro de 2013, serão investidos R$ 8,005 bilhões nos empreendimentos, valor superior do que os R$ 6,45 bilhões previstos inicialmente (somando os 8743 dos 11 estádios do primeiro balanço e o valor do estádio de São Paulo, que só foi divulgado no segundo balanço da Copa).

O custo do Estádio Mané Garricha, em Brasília, foi o que mais inflacionou. Em janeiro de 2011, a previsão era de uma despesa de R$ 702 milhões. Com o passar dos anos, o número saltou para R$ 1,403 bilhão. A reforma do Maracanã, no Rio de Janeiro, também impressiona: seriam gastos R$ 705 milhões em 2011, mas fechou em R$ 1,050 bilhão no final da obra.

Em Manaus, a Arena da Amazônia foi orçada inicialmente em R$ 533 milhões, porém teve o custo atualizado pelo Ministério do Esporte para R$ 669,5 milhões. O custo da Arena Pantanal, em Cuiabá, subiu de R$ 454 milhões para R$ 570,1 milhões. Na reforma da Arena Fonte Nova, em Salvador, o custo subiu dos R$ 592 milhões para R$ 689 milhões.

A Arena Pernambuco, em Recife, também custou mais do que o esperado. O investimento no empreendimento foi de R$ 491 para R$ 532,6 milhões. A reforma do Mineirão, em Belo Horizonte, por sua vez, subiu de R$ 456 para R$ 695 milhões.

Também tiveram um investimento maior do que o inicialmente esperado os estádios: Arena Beira-Rio, em Porto Alegre (que foi de R$ 143 para R$330 milhões), Arena da Baixada, em Curitiba, (de R$ 151 para R$ 326,7 milhões), e Arena Castelão, em Fortaleza (de R$ 452 para R$ 518,6 milhões).

Por outro lado, o único estádio que teve seu custo reduzido na comparação do primeiro para o quinto balanço da Copa foi Arena Dunas, em Natal, que custaria inicialmente R$ 413 milhões, mas foi reduzido para 400 milhões. Esta obra, no entanto, ainda está andamento.

A Arena Corinthians, em São Paulo, tem o mesmo custo desde o segundo balanço (no primeiro o estádio não participou): R$ 820 milhões.

O documento realizado pelo Ministério dos Esportes ainda prevê um investimento total da ordem de R$ 25,6 bilhões no evento. Deste montante, além do valor destinado a estádios, o investimento na mobilidade urbana será de R$ 8 bilhões, aeroportos (R$ 6,3 bilhões), portos (R$ 600 milhões), segurança (R$ 1,9 bilhão), telecomunicações (R$ 400 milhões), infraestrutura de turismo (R$ 200 milhões) e instalações complementares (R$ 200 milhões).

 

 

 


Fonte: PINIweb, por Rodrigo Louzas, 28/11/2013